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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

7- Utilidade cardinal e utilidade ordinal;

A utilidade como medida da satisfação é também chamada de utilidade cardinal, enquanto a utilidade como medida de adequação dos meios é vista como utilidade ordinal.
A diferença substancial entre uma e outra é que, enquanto a primeira ‘quantifica’ o bem-estar do indivíduo, a segunda apenas ‘ordena’ a adequação dos meios aos fins desejados. Bens são mais ou menos preferidos a medida que são mais ou menos adequados na satisfação das preferências.

Utilidade Ordinal: Individuo não sabe numerar a utilidade de determinado bem, mas sabe ordenar suas preferências. (Recursos limitados, curva indiferença).

8 - Relação entre dilema econômica da sociedade (recursos escassos e necessidades ilimitadas) e decisão do consumidor (maximização de utilidade sujeita a restrição orçamentária).

Hoje iremos falar um pouco mais sobre os recursos escassos e necessidades ilimitadas além da decisão do consumidor na hora de decidir qual produto lhe satisfaz mais em comparação a sua restrição orçamentaria, e iremos apresentar um exemplo que irá ajudar muito a compreender um pouco mais sobre o assunto
A maioria das pessoas gostaria de aumentar a quantidade e a qualidade dos bens que consome, porem pessoas consomem menos do que desejam devido à restrição orçamentária. Tal restrição é “o conjunto de bens e serviços possíveis de serem consumidos por dado consumidor tendo em conta o seu rendimento disponível”. Um exemplo clássico que é dado em diversos momentos por economistas é o da pizza e Pepsi. Suponha-se que o consumidor tenha renda de $ 1.000 por mês, e decida gastar toda a sua renda em pizzas e Pepsi, sendo que um Litro de Pepsi custa $ 2 e a pizza $10, a tabela a seguir mostra algumas das muitas combinações de Pepsi e pizza que o consumidor pode comprar.
Olhando a tabela da figura podemos retirar um gráfico do qual podemos verificar todos os pontos que vão da linha A à B da qual esta linha se chama de restrição orçamentária, que mostra as combinações de consumo de que o consumidor dispõe, assim representando um tradeoff entre Pepsi e pizza.
A inclinação da restrição orçamentaria mede a taxa que o consumidor pode trocar um bem pelo outro. Mas para que se possa retirar uma conclusão do assunto, tem de levar em consideração outros fatores, tais como, as preferencias do consumidor, se há indiferença entre os bens ira ter uma curva de indiferença na qual as combinações de consumo irão proporcionar o consumidor a mesma satisfação, caso tenha diferença de satisfação entre os produtos para o consumidor ira haver uma taxa marginal de substituição da qual mede o quanto o consumidor está disposto a trocar um bem pelo outro. Outros fatores que podem alterar a curva da restrição orçamentário são o efeito de renda e o efeito de substituição.
O efeito renda é a variação de consumo que ocorre quando uma mudança de preço move o consumidor para uma curva de indiferença mais elevada ou menos elevada, já o efeito de substituição é a variação de consumo que ocorre quando uma mudança de preço move o consumidor ao longo de uma dada curva de indiferença até um ponto com uma nova taxa marginal de substituição.
Recursos escassos na economia se deve ao descasamento entre a disponibilidade de recursos e os desejos individuais. Capital, terra e trabalho, ao lado do conhecimento tecnológico e capacidade empresarial, constituem recursos de produção escassos. Deles resultam os bens e serviços que são oferecidos a sociedade para a solução de suas necessidades e necessidades ilimitadas. Mas que necessidades são essas? Podemos descrever elas em, necessidades coletivas, e individuais.
As necessidades coletivas são as que todos grupos sentem, tais como, necessidade de segurança, de defesa, de educação, saúde dentre outras. Tais necessidades são supridas em parte ou totalmente pela ação do Estado.

Já as necessidades individuais compreendem em basicamente dois grupos, o das necessidades absolutas do ser humano, isto é, relacionadas as exigências de natureza biológica, tais como dormir, comer, respirar e etc. Mas tais necessidades absolutas talvez não necessitem de alguma solução econômica. E também há as necessidades relativas, que são as que não são idênticas para todos os indivíduos, tais como normas, costumes e valores.

9 - Função demanda, curva de demanda e significado de ceteris paribus;

Função e curva de demanda
Depois de compreendermos a teoria do valor-utilidade, o entendimento do comportamento do consumidor, em particular, e da demanda, no geral, impõe-se como uma tarefa prioritária. Como é a utilidade marginal de uma mercadoria que define seu preço e são as preferência e necessidades dos consumidores que definem a utilidade marginal de uma mercadoria, a análise da demanda dos consumidores e dos elementos que a configuram são uma das pedras angulares da ciência econômica.
Através da intuição e da observação empírica, os economistas neoclássicos indicaram que a demanda dos consumidores responde a uma série de variáveis. Mais obviamente, o preço de determinada mercadoria é fundamental, bem como os preços de bens substitutos, de bens complementares e a renda do consumidor. Como demandantes, nas suas decisões de consumo, pesam continuamente preços e utilidades, na prática o preço de todos os bens tem impacto na decisão de consumo de uma mercadoria específica. Não menos importante são as preferências dos consumidores, que se transformam ao longo do tempo.
Matematicamente, ao gosto dos economistas neoclássicos, poderíamos definir a quantidade demandada de uma mercadoria (Qd) como uma função de seu preço (P), dos preços de outras mercadorias (P1, P2... Pn), da renda (R) e dos gostos e preferências dos consumidores (G). Assim, temos que
Qd = F (P, P1, P2..., Pn, R, G)
Mas como cada variável afeta a quantidade demandada? Aqui temos um problema para cuja solução os economistas desenvolveram um artifício: a hipótese ceteris paribus. Com o objetivo de avaliar o impacto da variação de apenas um item na quantidade demandada, supõe-se que todas as outras variáveis permaneçam constantes. Assim, supondo que permanecem constantes os preços de todas as outras mercadorias, a renda e as preferências dos consumidores, podemos avaliar o impacto das mudanças do preço na demanda pela mercadoria. Temos, então, uma curva negativamente inclinada.
Ceteris paribus

Ceteris Paribus é uma expressão em Latim que significa tudo o mais constante. Quando estamos estudando o comportamento do consumidor diante de diferentes preços assumimos que nada mudou, tudo continua o mesmo: a renda do consumidor, a qualidade do produto, a utilidade do produto. Fazemos isso, pois somente desta forma teremos a real dimensão da quantidade demandada diante de diferentes preços.

10 - Contribuição de A. Marshall;

Marshall cresceu no subúrbio londrino de Clapham e foi educado na Merchant Taylor’s School onde demonstrou aptidão para a matemática. Apesar de ter demonstrado interesse em tornar-se ministro da Igreja anglicana, sua trajetória bem sucedida na Universidade de Cambridge o levou a tomar a decisão de seguir uma carreira acadêmica. Tornou-se professor em 1868, especializando-se em economia política. Ele desejava melhorar o rigor matemático da teoria econômica e transformá-la numa disciplina mais científica. No anos 1870, ele escreveu um pequeno número de trabalhos sobre o comércio internacional e os problemas do protecionismo. Em 1879, muitos destes textos forma compilados em uma obra intitulada A Teoria Pura do Comércio Exterior e A Teoria Pura dos Valores Domésticos (The Pure Theory of Foreign Trade: The Pure Theory of Domestic Values). No mesmo ano, publicou em conjunto com sua mulher, Mary Payley Marshall, a Economia da Indústria (The Economics of Industry).
Em Cambridge, Alfred fora professor de economia política de Mary Payley, uma das primeiras mulheres inglesas a alcançar o grau universitário. Os dois casaram-se em 1877, forçando Marshall a abandonar seu posto em Cambridge em razão das regras daquela universidade sobre o celibato. Ele tornou-se diretor do University College, em Bristol, lecionando novamente sobre economia política. Aperfeiçoou seu Economia da Indústria e o publicou em 1879 como um manual para uso dos estudantes de economia; sua aparência simples apoiava-se sobre fundamentos teóricos sofisticados. Marshall alcançou certa fama com seu trabalho e, após a morte de William Jevons em 1881, tornou-se o mais influente economista britânico de seu tempo.
Em dezembro de 1884, após a morte de Henry Fawcett, Marshall retornou a Cambridge, como professor de economia política. Ali, ele procurou criar uma nova forma para a economia, o que só conseguiu em 1903. Até então, a economia era ensinada sob os tipos de Ciências Morais e Históricas, que não propiciavam a Marshall o tipo de estudante – ativo e especializado – que ele desejava.
Marshall começou a trabalhar em sua obra seminal, os Princípios de Economia (Principles of Economics), em 1881 e consumiu boa parte da década seguinte trabalhando em seu tratado. O seu plano para a obra gradualmente se estendeu para uma compilação em dois volumes de todo o pensamento econômico; o primeiro volume foi publicado em 1890 sendo aclamado mundialmente, o que o colocou entre os principais economistas de seu tempo.
Nas duas décadas seguintes, ele trabalhou para completar o segundo volume dos Princípios, que deveria tratar do comércio internacional, do dinheiro, das flutuações comerciais, dos impostos e do coletivismo. Mas sua atenção obstinada aos detalhes e seu perfeccionismo o impediram de dar conta do fôlego da obra. O segundo volume nunca foi completado e muitas outras obras de menor vulto nas quais ele começara a trabalhar – por exemplo, um memorando sobre política comercial para o ministro inglês das finanças (o Chancellor of the Exchequer) na década de 1890 – foram deixadas incompletas pela mesma razão.
Seus problemas de saúde foram se agravando gradualmente a partir dos anos 1880. Em 1908 ele se aposentou da universidade. Ele esperava continuar trabalhando em seus Princípios, mas sua saúde continuou a deteriorar e o projeto continuou a crescer a cada nova investigação. A explosão da Primeira Guerra Mundial em 1914 o impeliu a revisar suas análises da economia internacional. Em 1919, aos 77 anos de idade, ele publicou Indústria e Comércio (Industry and Trade). Esta obra era um tratado mais empírico que os Princípios e, por esta razão, não alcançou tantos elogios de economistas teóricos quanto aquele. Em 1923, ele publicou Moeda, Crédito e Comércio (Money, Credit, and Commerce) um amplo amálgama de ideias econômicas anteriores, inéditas ou já publicadas, estendendo-se a quase meio século.
Marshall faleceu em sua casa, Balliol Croft, em Cambridge (Inglaterra) aos 81 anos de idade.
De 1890 a 1924 ele foi o fundador respeitado da profissão econômica. Seus alunos em Cambridge tornaram-se figuras proeminentes na economia, como John Maynard Keynes e Arthur Cecil Pigou. Seu mais importante legado foi criar para os futuros economistas uma profissão respeitada, acadêmica e cientificamente, dando o tom daquela área pelo restante do século XX.
Contribuições Teóricas
A economia de Marshall pode ser entendida como uma continuação do trabalho de John Stuart Mill, Adam Smith, e David Ricardo. Ele minimizou a importância da contribuição de outros economistas a sua obra, tais como Vilfredo Pareto e Jules Dupuit, e só com relutância reconheceu a influência de William Stanley Jevons.
O método de Marshall, o qual influenciou boa parte dos economistas ingleses posteriores, consistia em utilizar a Matemática aplicada como meio de investigação e análise de fenômenos econômicos, e o raciocínio lógico e as aplicações práticas (isto é, a aplicação a partir de fatos reais) como meio de exposição desses mesmos fenômenos. Assim, considera-se que seu método analítico-matemático foi uma de suas maiores contribuições para a moderna Ciência Econômica.
A introdução do elemento tempo, por Marshall, na teoria econômica conseguiu unir as duas mais fortes e antônimas teorias, de sua época, sobre o valor.
Segundo a Economia Política Clássica, o valor é agregado pelo trabalho no processo de produção; é, por conseguinte, o custo de produção. Por outro lado, a Escola Marginalista entendia o valor de uma mercadoria através da capacidade da mesma em satisfazer necessidades humanas, sendo definida pela utilidade marginal.
Com a introdução do fator tempo, na distinção entre longos períodos e curtos períodos, Marshall conseguiu determinar a importância tanto do custo de produção (para longos períodos) como da utilidade marginal (para curtos períodos), na formação do valor das mercadorias.
Todos os textos de Economia anteriores a Marshall referem-se à matéria tratando-a de “economia política” (political economy). Marshall, embora se opusesse ao conceito de homo economicus, por considerá-lo excessivamente simplificador, e procure considerar o indivíduo enquanto agente econômico sempre inserido num determinado contexto sociocultural, abandonou essa denominação e passou a se utilizar da expressão “economia” (economics).
Nesse sentido, como afirma Ricardo Feijó, Marshall representou um marco institucional na história da moderna Economia. Introduziu o nome Economics em substituição ao anterior Political economy, para designar o novo estilo de se fazer ciência econômica; fundou o primeiro curso especializado de Economia e seu livro de 1890, Princípios de economia, foi o principal manual dessa disciplina por mais de 30 anos.

De fato, ainda segundo Ricardo Feijó, antes de Marshall, em Cambridge a Economia era ensinada apenas como parte das ciências históricas e morais, e não era objeto de trabalhos mais avançados. Marshall fez da Economia uma profissão. Durante muitos anos ele lutou, nem sempre com sucesso, para ampliar o âmbito da Economia, e só em 1903 inaugurou-se um novo curso especializado em Economia, o primeiro curso exclusivamente dedicado à formação do profissional nesse campo de que se tem notícia (Na verdade, a nova escola de Economia de Cambridge intitula-se “Economia e Política”, conservando esse nome até hoje. Como indica o nome da escola, trata-se de especialização também em Ciências Políticas). Com ele, tal ciência (a Economia) adquire o status de saber autônomo cientificamente qualificado, uma área técnica repleta de conceitos não acessíveis ao não iniciado.

11 - Função de produção e princípio da produtividade marginal decrescente;

Bem, primeiramente, procuraremos responder, o que é a Função de produção, qual a sua utilidade e onde pode ser aplicado.
A função produção indica qual a quantidade máxima de produto que pode ser produzida dada uma determinada quantidade de fatores produtivos e uma determinada tecnologia. Este conceito pode ser aplicado a um produto ou a um serviço, a uma empresa, a um setor de atividade ou mesmo a toda uma economia.
Algebricamente e de uma forma simplificada, a função produção pode ser apresentada da seguinte forma: Q = Q (L, K), em que Q representa a quantidade de produto produzida e L e K a quantidade de fatores produtivos, trabalho e capital respectivamente.
Tratando-se de economia, é crucial levar em conta e distinguir, o curto e longo prazo, sendo assim:
Curto prazo: no processo produtivo, o curto prazo é aquele período de tempo no qual pelo menos um dos fatores de produção é fixo. Ou seja, quando consideramos uma fazenda ou sítio, a terra, por exemplo, não será ampliada em extensão (o que envolveria novos investimentos). Numa fábrica ou oficina, o capital físico (máquinas, instalações) também será constante, podendo variar o fator trabalho e as matérias-primas, energia, etc.
Longo prazo: considera-se aqui um período mais amplo de tempo, no qual todos os fatores são considerados variáveis.
Terminada a primeira parte da nossa qualificação, voltemos agora a nossa atenção para o princípio da produtividade marginal decrescente, este princípio pode ser conceituado da seguinte forma: aumentando-se a quantidade de um fator variável, permanecendo fixa a quantidade dos demais fatores, a produção de início crescerá a taxas crescentes; a seguir, após certa quantidade utilizada do fator variável, passará a crescer a taxas decrescentes, ou seja, continuando o aumento da utilização do favor variável, a produção decrescerá.

Um exemplo clássico é o aumento do número de trabalhadores em certa extensão de terra a ser cultivada. Numa primeira fase a produção aumenta, mas logo se chega a um estado de nenhum aumento na produção, devido ao excesso de trabalhadores em relação à extensão da terra que permanece a mesma.

12 - Curva de custo, economia de escala e decisão de produção pela maximização de lucro;



Sabendo que o Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável, o produtor deve decidir qual quantidade deve produzir. O Custo Total é ascendente e aumenta sua inclinação à medida que as unidades adicionais dão retorno decrescente.


A curva de Custo Total Médio terá forma de U, isto porque a medida que aumenta a quantidade produzida, o custo fixo médio reduz e o custo variável médio aumenta.
Economia de escala: " Quanto maior a fábrica, menor o custo"
Durante a Revolução Industrial notou-se que quanto maior a empresa, apesar de ter um custo total maior, o custo médio de produção será menor.
Adam Smith já afirmava que com a divisão do trabalho, há especialização na função, reduzindo assim o custo unitário.
Se uma empresa faz investimento, mão de obra, equipamentos e matéria-prima, para produzir uma pequena quantidade não conseguirá ter preços competitivos no mercado, e poderá até mesmo ter prejuízos. Mas se começa a produzir em grandes quantidades o custo fixo será diluído diminuindo os custos unitários, ou marginais.
Para Alfred Marshall aumentar a produção a curto prazo, contratar novos trabalhadores que adicionam menos à produção do que os anteriores, aumenta os custos unitários. Porém no longo prazo se a empresa investe na ampliação geral, com sua especialização os custos cairão.
"Obviamente que os ganhos com economias de escala têm limites: por um lado porque estes são cada vez menores à medida que se aumenta a produção tornando-se insignificantes a partir de determinada altura; por outro lado porque a partir de certa altura são ultrapassados pelos custos de complexidade associados ao aumento de dimensão."
A economia de escala é a razão da grande produção de empresas com altos custos fixos, como empresas de tecnologia e petróleo.
Decisão de produção pela maximização do lucro:

O produtor decidirá produzir até quando os custos forem menores que a receita. Mas ele sempre irá procurar reduzir o custo médio maximizando seus lucros. Tendo demanda, para o produtor é mais lucrativo ele aumentar a quantidade até que que o custo total médio seja o mais baixo possível, e o preço esteja constante

13 - Função oferta e curva de oferta de um bem;

O que é a Função Oferta
A função oferta representa a relação entre o preço de mercado de um bem e a quantidade desse mesmo bem que os produtores estão dispostos a produzir e a vender. À representação gráfica da função oferta é dada a designação de curva da oferta. A relação que se verifica entre o preço e a quantidade oferecida é por norma positiva, resultando daí uma curva da oferta com inclinação positiva, o que significa que quanto maior é o preço, maior é a quantidade do bem que os produtores querem produzir e vender. A explicação para esta relação positiva encontra-se no fato dos produtores concluírem que é mais lucrativo afetar maior quantidade de fatores produtivos à produção do bem sempre que o seu preço aumente, situação que se deve à Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes. Em termos muito simples, a Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes explica o facto de que os acréscimos de produção são cada vez menores à medida que se acrescentam sucessivamente mais unidades dos fatores produtivos – desta forma, para conseguir novos acréscimos de produção é necessário que os acréscimos de fatores produtivos sejam cada vez maiores pelo que os acréscimos de custos para produzir sucessivamente mais unidades do bem também sejam cada vez maiores. Tal faz com que o preço exigido pelos produtores para produzirem e venderem sucessivamente mais unidades também seja cada vez maior de forma a compensar os crescentes acréscimos de custos.
Determinantes da Função Oferta:
O pressuposto fundamental para determinar a função oferta é a de que o produtores procuram sempre o lucro, isto é, apenas produzirão mais unidades do se isso lhe proporcionar maior lucro. Assim, a partir do momento em que os custos de produção superam o preço de venda, os produtores preferem deixar de produzir e dedicar-se à produção de outros bens. O custo de produção é, portanto, um dos principais elementos que influenciam a oferta é este é, por sua vez determinado pelo custo dos fatores produtivos e pelo nível tecnológico. Nos fatores produtivos inclui-se, entre outros, as máquinas, a energia, o trabalho, ou mesmo o custo do dinheiro. No caso do nível tecnológico, este refere-se à capacidade de utilização cada vez mais eficiente dos recursos produtivos.
Além dos custos dos fatores produtivos e do nível tecnológico, são também determinantes da oferta os preços dos bens relacionados (se, por exemplo, o preço de um bem substituto sobe, a oferta do outro diminui), a política governamental (por exemplo leis relacionadas com a proteção ambiental que podem limitar a oferta), e diversas influências específicas como a as condições meteorológicas, entre outras.
Representação algébrica da Função Oferta:
Qs(x) = a + bx

Em que “a” e “b” são constantes e “Qs(x)” significa “quantidade oferecida do bem x”

14 - Significado do equilíbrio de mercado;

Dentre tantos verbetes que necessariamente devemos agregar aos nossos conhecimentos, começamos uma série de 3 temas propostos pelo Professor Wagner: O que significa equilíbrio de mercado?
O equilíbrio de mercado é uma compatibilidade de interesse entre produtor e consumidor. Esse equilíbrio se dá quando a procura é igual a oferta. A teoria da procura diz que, quanto maior o preço do produto, menor será sua procura. Enquanto a teoria da oferta diz que quanto maior o preço do produto, maior a quantidade oferecida. Para haver um equilíbrio entre essas duas teorias então, chamamos de Preço de Equilíbrio.
O mecanismo age da seguinte forma:
Se o preço está acima do equilíbrio, a oferta será maior que a procura (excesso de oferta). O que acontece? Os produtos têm seus preços diminuídos, assim os consumidores o compram.
Se o preço está abaixo do equilíbrio, a oferta será menor que a procura (excesso de procura). O que acontece? Os produtores conseguem incentivos para aumentar os preços e satisfazer a procura.
Para facilitar o entendimento, o gráfico abaixo mostra as curvas de Oferta e Demanda (S e D respectivamente). Podemos notar que há apenas um ponto onde há igualdade entre oferta e procura, ou seja, um ponto de equilíbrio de mercado.

A curva da demanda é inclinada para baixo (negativo) por conta do próprio processo descrito acima. A mesma situação ocorre com a curva de Oferta.

15 - Motivos para deslocamento na oferta e na demanda;

Primeiramente vamos entender o que é Oferta e o que é Demanda.
Demanda: É a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um mercado, ou seja, é a procura de um determinado bem (televisão, por exemplo), por quem tem o/a desejo/necessidade em se adquirir a televisão, desde que se tenha condição financeira para realizar a compra. Em outras palavras, a demanda é a quantidade de produtos ou serviços que os consumidores estão dispostos a comprar.
Oferta: É a quantidade de um produto ou serviço disponível para compra.
Por que existe o deslocamento da Demanda e da Oferta?
Quando a demanda é maior do que a oferta, os preços dos produtos tendem a subir, já que os consumidores estão dispostos a pagar mais para obter um determinado item (uma geladeira por exemplo). Olhando pelo lado da oferta, quando ela é maior do que a demanda, os preços tendem a cair, pois existem mais bens disponíveis no mercado, do que interesse em adquiri-los, obrigando com que o preço desse produto abaixe para que se volte a ter procura e assim possa ser vendido. O deslocamento acontece por causa do desequilíbrio da oferta e demanda.
A Demanda depende de uma série de fatores, que explicam a sua variação:
O preço do bem(x) à (Px)
A renda do consumidor à (Y)
O preço de outros bens à (Pz)
Os hábitos e gostos dos consumidores à (H)
Influências na Oferta:
O preço do bem x à (Px)
Preço dos insumos utilizados à (Pi)
Tecnologia à (T)

Preço de outros bens à (Pz)

16 - Significado do conceito elasticidade preço da demanda e sua relação com variação nos gastos;

Elasticidade preço da demanda mede a variação percentual na quantidade demandada de um bem dado uma variação percentual no preço deste bem.
Ela mede a sensibilidade, a resposta dos consumidores quando ocorre uma variação no preço de um bem ou serviço. De acordo com a elasticidade-preço demanda, pode ser classificadas como elástica, inelástica ou unitária.
Como o exemplo abaixo mostraremos um cálculo de elasticidade para um produto qualquer, aplicando a formula padrão.
PERÍODO PREÇO QUANTIDADE
JAN/2014 R$10,00 500
FEV/2014 R$10,50 480
·Q é a quantidade procurada;
·P é o preço do bem.
·ΔQ é a variação da quantidade
·ΔP é a variação do preço
Aplicando-se a fórmula:
Entendendo o resultado: para cada variação percentual de 1% no preço do produto, a quantidade variará em 0,8%. O sinal NEGATIVO da elasticidade indica que a variação na quantidade será em sentido contrário da variação de preço. Se o preço aumentar em 1% a quantidade demandada cairá em 0,8%.

No nosso exemplo o preço aumentou em 5% (passou de R$10,00 para R$10,50) enquanto nossa quantidade caiu em 4% (passando de 500 para 480). Para verificar a quantidade demandada para as diferentes variações de preço basta multiplicar a variação de preço pela elasticidade. Se variássemos o preço em 15%, a variação na quantidade seria de 12% (15%*0,8).

17 - Definição e exemplo de bem elástico e bem inelástico;

Conjuntamente, há duas leis econômicas que são pilares do livre-mercado: oferta e demanda (procura). Todos os produtos ofertados, sem exceção, obedecem à flutuação dessas leis, cuja inobservância pode ser fatal para os negócios. É importante, pois, que elas sejam aplicadas pelo empresário analisando a sensibilidade de consumo característica de cada produto que pretende ofertar. Essa sensibilidade, por sua vez, é classificada como “elasticidade”. Assim, temos os produtos “Elásticos” e os produtos “Inelásticos”.
Produtos Elásticos: bens com substitutos fáceis. Mais sensíveis à mudança de preço.
Dadas as condições normais de oferta dos produtos (mantendo-se a qualidade e níveis de quantidade), e ocorrendo uma alteração no preço de vendas, há uma resposta imediata e inversa na demanda/consumo. Ou seja, ao reduzir-se “x%” no preço de venda do produto, aumenta-se “y%” na demanda (faturamento). Inversamente, ao se aumentar “x%” no preço de vendas diminui-se “y%” na demanda. Essa é a característica básica dos produtos “elásticos”: quando os preços se alteram as pessoas tendem a aumentar ou reduzir o consumo.
Ex1: Alguns produtos elásticos: café, carnes nobres (picanha, filé-mignon, etc.), manteiga (que pode ser substituída por margarina), carro, calçados, celular, computador, geladeira, etc.
Ex2: Com o preço do celular reduzido em “x%” sua demanda aumenta em “y%”. Inversamente, se o preço aumentar “x%” sua demanda diminui em “y%”.
Produtos “Inelásticos: independe do preço para que ocorra a compra.
Neste caso, mesmo que se aumentem as quantidades ofertadas e se reduzam os preços, (mantendo-se a qualidade e níveis de quantidade) a resposta na demanda mantém-se praticamente inalterada. Ou seja, dependendo do produto pode-se duplicar a sua oferta, reduzir ou aumentar em “x%” o seu preço de vendas e mesmo assim o aumento ou contração da demanda se alterará em baixos índices, muitas vezes próximo de “0” (zero).
Ex. de produtos “inelásticos”: Sal de cozinha, remédios, etc. Ou seja, ninguém vai consumir mais sal ou tomar mais remédio só porque os preços foram reduzidos. E nem deixar de comprá-los porque o preço foi aumentado. A baixa inelasticidade está presente também, geralmente, nos produtos de alta necessidade (água, arroz, açúcar, feijão, carne de “segunda”, etc.).
Gerenciar a “elasticidade” é fator de atenção e preocupação constante no que tange à produção e comercialização, acompanhando o comportamento do consumidor e alterando o ritmo da oferta & vendas. Um enfoque importante deve ser dedicado à sazonalidade (produtos típicos de verão, inverno, etc.).

O planilhamento dos custos de produção, impostos diretos e indiretos, e a formação do preço de venda final, deve ser de tal forma a não dar chance aos concorrentes. Por conseguinte, sabedor do ponto ideal entre preço, oferta e demanda, há que se produzir/comercializar de forma a não “encalhar” os produtos ou, contrariamente, ter aumento da demanda e estar com a produção paralisada.

18 - Definição de elasticidade cruzada da demanda, bens substitutos e bens complementares;

Elasticidade Cruzada da Demanda
A elasticidade cruzada da demanda mede a variação percentual na quantidade demanda de um bem dado uma variação percentual no preço de outro bem substituto. Por exemplo, de quanto seria o aumento na quantidade demandada de margarina se houvesse um aumento no preço da manteiga.
Efeitos da elasticidade do bem sobre gastos do consumidor:
No caso da demanda:
Gastos do consumidor = Px Qx
Receita do produtor = Px Qx
Se Edx px > 1 (elástico)à De Px aumentar à Gastos (receita) reduzem
Se Edx px < 1 (inelástico)à De Px aumentar à Gastos (receita) aumentam
Da oferta do bem X, sabe-se que:
Sx = F (Px, Pz, Py, Pw, ............., preço dos fatores de produção)
Então:
E sx px = (ΔQx/Qx) /(ΔPx/Px) elasticidade-preço da demanda;
E Sx px = (Δ Qx/Qx) / (ΔPx/Px) elasticidade preço da oferta
Se E Sx px > 1, oferta elástica
Se E Sx px < 1, oferta inelástica
Abaixo demonstraremos um cálculo de elasticidade cruzada.
PERÍODO
PREÇO MANTEIGA
DEMANDA POR MARGARINA
JAN/2011
R$10,00
480
FEV/2011
R$10,50
500
Aplicando-se a fórmula:
Entendendo o resultado: para cada variação percentual de 1% no preço da manteiga, a quantidade demanda por margarina aumentará em 0,83%. Por serem bens substitutos é de esperar que o aumento do preço de um produto gere aumento da demanda de seu concorrente. Repare que o resultado apresentado não se pode inferir em quanto reduziu a demanda por manteiga, que pode ou não ter sido de 0,83%. Apenas podemos afirmar que a demanda por margarina deve aumentar em 0,83% para cada 1% de aumento no preço da manteiga. Os consumidores podem ter migrado para outros substitutos que não a margarina, podem ter migrado para a nata, o requeijão, a maionese...

Caso os bens fossem complementares, e não substitutos, é esperado que a elasticidade cruzada da demanda entre eles seja negativa e não positiva como no exemplo apresentado. Vejamos o caso do café e o açúcar. É de se esperar que um aumento das vendas de café gere um aumento no consumo de açúcar. Então um aumento no preço do café, gerará uma redução na demanda por café e consequentemente uma redução na demanda por açúcar.

19- Definição de elasticidade renda da demanda, bens superiores e bens inferiores;

Conceito de elasticidade: Elasticidade-Renda da demanda mede a variação percentual na quantidade demandada de um bem dado uma variação percentual na renda do consumidor.
Bem normal: São bens cuja demanda aumenta com o aumento da renda do consumidor e vice-versa
Bens inferiores: São bens cujo aumento da renda do consumidor gera redução na quantidade demandada.
Por exemplo a carne de segunda, com o aumento da renda é de se esperar que o consumo de carne de segunda caia em razão das pessoas estarem comprando carnes de melhor qualidade. Neste caso, a elasticidade-renda é menor que zero.

Bens superiores: São bens cuja demanda é altamente elástica a renda (Elasticidade > +1). Aumentos de renda do consumidor geram aumentos mais que proporcionais na demanda. Por exemplo, aumento de 10% na renda gera aumento de 30% na demanda.

20- Significado do conceito elasticidade preço da oferta e sua relação com variação de receita do produtor;

A sensibilidade que a demanda de cada produto tem em relação ao seu preço ou à renda do consumidor é chamada de elasticidade. O conceito de elasticidade é uma informação bastante útil tanto para as empresas se posicionarem quanto aos aumentos/reduções de seus preços, quanto para a administração pública.
A elasticidade-preço da oferta é útil para verificar o quão sensível o fornecimento de um bem apresenta-se diante de uma mudança de preço: quanto maior a elasticidade-preço, os produtores e vendedores mais sensíveis estão às mudanças de preço. Um cenário de elasticidade-preço elevado sugere que quando o preço de um determinado bem sobe, os vendedores irão fornecer uma quantidade bem menor do bem que produzem; quando o preço do mesmo bem cai, os vendedores passarão a ofertar quantidades bastantes superiores do mesmo bem. Se a elasticidade-preço for muito baixa, a situação será exatamente oposta, ou seja, que as mudanças nos preços exercem pouca influência sobre a oferta.
Existem 3 maneiras das variáveis serem apresentadas de acordo com seu comportamento, sendo elas:
1 - oferta unitária - a elasticidade-preço da oferta unitária (igual a 1) quando a uma variação de 1% no preço, corresponde a uma variação de 1% na quantidade oferecida.
2 - oferta rígida - ocorre oferta rígida quando a uma variação de 1% no preço corresponde uma variação inferior a 1% na quantidade oferecida.
3 - oferta elástica - verifica-se uma situação de oferta elástica quando a uma variação de 1% no preço correspondente a uma variação superior a 1% na quantidade oferecida.
Simplificando, isso significa que, respectivamente:
1 - EPO = 1, ou seja, é unitária
2 - EPO < 1, ou seja, é rígida ou inelástica
3 - EPO > 1, ou seja, é elástica



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mantega vs Fraga

A disputa pra presidência esta bem acirrada e com debates cheios de alfinetadas e cobranças, mas o grande debate dessas eleições aconteceu por dois gigantes da economia brasileira, de um lado o atual ministro da fazenda Guido Mantega e de outro o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Um debate cheio de ataques e questionamento, oque não era pra menos.

Ambos reconhecem que a situação financeira do Brasil não é das melhores, com o PIB negativo por dois trimestres seguidos e inflação a dois ponto percentuais acima da meta de 4,5% estipulada pelo governo, sim esse foi o assunto que mais houve questionamento no debate, Mantega devia uma explicação para esses resultados, e claro que Fraga questionou.

Mantega admitiu que a situação é critica sim, mais sem muito pudor ele apontou os culpados por esses índices tão baixo, fatores como crise internacional e seca apareceram como principais causadores e dessa resseção. Mantega teve sua oportunidade de questionar Armínio, e claro que ele tocou na mesma ferida, Mantega afirma que o fato de a inflação esta alta é uma variável sob controle e que vai sim fechar o ano na meta dos 6%, Enquanto PSDB não conseguiu fazer isso em seu mantado, pois entregou o Brasil com inflação de 12%.

A proposta de Fraga caso o PSDB vença as eleições, é de fazer o pais crescer com transparência e viabilizar uma reformo tributaria profunda, porém não deu detalhes de como fará isso. Mantega, quer o brasil numa rota de crescimento maior, e quer continuar seus programas de concessões de infraestrutura envolvendo aeroportos, rodovias.

O governo Dilma continua para seu próximo mandato caso eleita uma politica mais social, e pretende ampliar seus programas sociais como bolsa família e minha casa minha vida, e é por conta desses programas sociais petista, que o PT se monstra forte na disputa.

Por outro lado, Aécio não se mostra tão preocupado assim com os programas sociais e sim numa politica econômica mais dinâmica e ortodoxa, algo que agrada e muito o mercado financeiro.

Apesar de ser um debate desafiador e tendo muitos pondo críticos a serem esclarecidos, os tapas trocados entre eles foram de luvas felpudas. Economia é um termo muito complexo e que fatores internos e externos tem grande influencia e dois especialista no assunto trataram com muita diplomacia o assunto.

Assista ao debate na integra no vídeo Abaixo:


Simplificação do PIS e Cofins pode sair da gaveta!

            Nesta reta final do mandato do governo Dilma (PT), seu ultimo suspiro é a simplificação dos tributos PIS e Cofins, o governo propôs uma união dos tributos, algo que agrada e muito o setor de empresa privada, em especial a industria, porém isso pode significar uma perda considerável nas arrecadações do governo, que pode variar de 10 a 30 Bilhões de reais.
             Obviamente que isso não é apenas um beneficio que resolveu pular da gaveta agora, visto que, é um projeto que esta em debate desde 2012, Dilma tem interesse em se aproximar do setor privado, com esse já são quatro pacotes de estimulo a economia que a presidenta lançou.
            Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), mais conhecido pela sigla PIS/PASEP, são contribuições sociais de natureza tributária, devidas pelas pessoas jurídicas, com objetivo de financiar o pagamento do seguro-desemprego, abono e participação na receita dos órgãos e entidades para os trabalhadores públicos e privados.
            A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é uma contribuição federal brasileira, de natureza tributária, incidente sobre a receita bruta das empresas em geral, destinada a financiar a seguridade social, a qual abrange a previdência social, a saúde e a assistência social.

            O beneficio tem maior impacto no setor privado, pois acarretara na diminuição dos imposto por elas pagos, agora resta saber de onde o governo vai tirar dinheiro para cobrir esse buraco no orçamento que a diminuição desses imposto vai gerar. Bem veremos em 2015, pois se aprovado entrar em vigor apenas no próximo ano.

Controvérsia D. Ricardo X R. T. Malthus: lei de Say e Demanda Efetiva

            O francês Jean Baptiste Say (1767 – 1832) idealizou a teoria que levou o seu nome, Lei de Say, que consistia basicamente no modelo que mantem oferta e demanda em identidade, segundo ele “a oferta cria sua própria demanda”, ou seja, ele acreditava que a oferta criaria uma demanda da mesma proporção, sem haver sobras ou excedente. Seria uma especia de mercado equilibrado, algo que Adam Smith acreditava também, a auto regularização do mercado.
            "É de se ressaltar que um produto tão logo seja criado, nesse mesmo instante, forma um mercado para outros produtos adequado ao próprio valor. Quando o produtor finaliza a produção, fica ansioso para vendê-la imediatamente pois quer evitar que a mesma se deprecie em suas mãos. E não ficará menos ansioso para aplicar o dinheiro que ganhará com a venda, pois o valor do  também poderá se depreciar. Mas o único modo de aplicar o dinheiro é trocá-lo por outros produtos. Assim, a mera circunstância da criação de um produto imediatamente abre um mercado para outro produto" (J. B. Say, 1803: pp.138–9)3 .


            Porém essa teoria foi fortemente contestada por vários economistas e filosofos. Um a contesta essa teoria foi Thomas Malthus, Malthus demonstrou que o nível de atividade em uma economia capitalista depende da demanda efetiva, o que constituía, a seus olhos, uma justificativa para os esbanjamentos praticados pelos ricos. Sendo que um demanda geraria uma demanda maior ainda e a oferta por novos produtos .

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Criminalidade na UFSC





Na UFSC, por ser território da União, somente pode entrar para investigação de crimes a Polícia Federal. As Polícias Civil e Militar somente podem entrar se for solicitado por um segurança do campus após uma ocorrência. Este fato fez com que o campus ficasse conhecido como “terra de ninguém” e aumentasse muito os índices de criminalidade nos entornos e dentro da Universidade.
O tráfico de drogas que ocorre no local parece ser o grande motivador dos delitos cometidos na região, que são principalmente furtos e roubos. Mas o que vêm assustando os estudantes é o aumento da quantidade e da violência com que são cometidos estes crimes. No primeiro semestre de 2014 um estudante do Centro Sócio Econômico chegou a ser atingido por uma coronhada na cabeça durante um assalto na presença de vários outros alunos. Fatos como esse e vários outros que tem acontecido tiveram de gerar uma mudança no comportamento acadêmico, com os professores do período noturno tendo de liberar os alunos antes do término das aulas para que possam sair com um pouco mais de segurança, já que neste horário não há seguranças fazendo ronda pelo campus e a iluminação dos estacionamentos é muito precária.

A lista de crimes cometidos dentro da Universidade é muito extensa, incluindo estupros, assassinatos, roubos, tráfico de drogas e até uma onda de estudantes sendo esfaqueados sem motivo, numa aparente retaliação de bandidos do Morro da Serrinha à ação de policiais.
Esta estudante mesmo que vos fala já foi assaltada dentro do campus e ainda na frente de três guardas da Universidade. Quando solicitei a ajuda deles obtive como resposta que “são pagos para proteger o patrimônio da UFSC e não as pessoas que passam”. Este tipo de comportamento gera uma liberdade ainda maior aos que querem cometer crimes no campus, mas é difícil julgar a atitude destes guardas que, sem direito a portar armas e com baixo contingente de profissionais, acaba ficando exposta também a uma retaliação por parte dos bandidos.

Seria fácil resolver a situação se o acesso à Universidade fosse restrito e a entrada de Policiais fosse permitida, porém essa questão gera muito polêmica na comunidade acadêmica, tendo até ocasionado o Levante do Bosque, quando alunos e docentes se envolveram em confrontos diretos com a Polícia Federal que fazia investigação no local.
Esse choque levou a protestos e invasão da reitoria, onde após muitos dias e muita pressão, a reitora recuou e garantiu que não haverá a entrada de policiais na Universidade.
Por enquanto, resta aos alunos tomarem medidas alternativas de segurança, como não caminharem sozinhos pelo estacionamento e não saírem nos horários em que o campus está mais vazio. 

Vida Universitária: Bolsas de Estudo Parte 2


 Hoje vamos falar sobre as Bolsas de Estudos da UFSC que não dependem do cadastro Sócio-econômico, podem ser conseguidas por qualquer aluno da Universidade, desde que preenchidos os pré-requisitos de Índice Acadêmico (IAA) e horários disponíveis para aquela bolsa.
 
1.       Monitoria
 
As bolsas de monitoria são muito interessantes pela oportunidade do aluno de ensinar aquilo que aprendeu, pois ele dará auxílio aos alunos da disciplina. Normalmente é exigido que o aluno tenha tido nota mínima de 6,0 ou 7,0 naquela disciplina e IAA>6,0. O aluno também deve ter 20 horas semanais disponíveis.
O valor da bolsa é de R$400,00 e as inscrições devem ser feitas sempre no início do semestre na Secretária do Curso.
 
2.       Iniciação Científica
 
A Iniciação Científica (PIBIC) é uma grande oportunidade de aproximar o estudante dos campos de atuação da sua profissão, pois ele trabalhará diretamente em uma área relacionada ao seu curso, seja auxiliando professores/doutorandos ou executando seu próprio projeto de pesquisa.
Os requisitos para essa bolsa podem variar de acordo com o professor responsável pelo projeto, mas normalmente exige-se IAA>7,0 e 20 horas semanais disponíveis.
O valor da bolsa também é de R$400,00 e as inscrições podem ser feitas a qualquer momento, desde que o professor tenha a bolsa disponível, por isso basta falar com o professor de seu interesse e ver a melhor maneira de iniciar o projeto.
Existem também as bolsas PIBID (voltadas para a licenciatura) e as bolsas PIBIT (voltadas para o desenvolvimento tecnológico), dependendo do curso vale a pena conversar com o professor para ver em que categoria melhor se encaixa o seu projeto.
 
3.       Estágios
 
Os estágios podem ser obrigatórios ou não obrigatórios e dentro ou fora da UFSC. Colocam o estudante diretamente no mercado de trabalho, sendo um passo importante para a adaptação dos alunos, especialmente aqueles que estão prestes a se formar. Eles devem respeitar a carga máxima de 6 horas diárias e os pré-requisitos são estabelecidos pela empresa que oferece a bolsa. Os valores da bolsa também são variáveis, podendo ir de R$400 a R$1200 de acordo com a área de atuação.

Comissão de Valores Mobiliários ( CVM )


E para fechar nosso assunto sobre as principais ferramentas do sistema financeiro brasileiro, vamos falar sobre a Comissão de Valores Mobiliários, Órgão esse que é de extrema importância para o correto funcionamento do sistema..
A Comissão de Valores Mobiliários é uma entidade vinculada ao governo, por meio do ministério publico, e assim como o CMN, o presidente do CVM é nomeado pelo presidente da republica de forma direta. Tem como objetivo o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobiliários, ou seja; ações, debêntures, bons de subscrição e opções de compra e venda de mercadorias.
Atuação do CVM:
    • Estimular o mercado de Ações
    • Fortalece o mercado de Ações
    • Assegurar o funcionamento da bolsa de valores.
    • Protege os titulares contra emissão fraudulenta
    • Fiscaliza a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas sociedades anonimas de capital aberto.